Com a extinção formal da Brigada 5 da GNR, que tinha a sua sede em Coimbra, decorrente da entrada em vigor da nova lei orgânica, as instalações da Avenida Dias da Silva passam a ser ocupadas pelo Comando Territorial de Coimbra.
A nova unidade, que será dirigida pelo coronel Vítor Dias Rosa, que toma posse hoje, numa cerimónia interna em Coimbra, integrará o Destacamento de Trânsito de Coimbra, uma vez que foi igualmente extinto o Grupo Regional de Trânsito, e “absorverá” ainda alguns efectivos do extinto Grupo Fiscal de Coimbra.
O coronel Dias Rosa, que já desempenhou funções de comandante do Destacamento de Trânsito de Coimbra, vem de Lisboa, onde cumpriu uma missão na área da segurança da Presidência da República.
O responsável pelo então Grupo Regional de Trânsito (que abrangia a região Centro), tenente-coronel António Santos Cardoso, passou a desempenhar funções de 2.º comandante do Comando Territorial de Coimbra da GNR.
Ao todo, no continente, serão 18 os comandos territoriais da GNR, correspondendo assim ao número de distritos. Há ainda a acrescentar outros dois comandos territoriais na Madeira e Açores.
Com a regulamentação da nova lei orgânica da GNR, os comandantes das extintas brigadas territoriais passarão a desempenhar funções em Lisboa. Foram assim criados três “comandos funcionais”; o Comando Operacional, cujo responsável será o major-general Peixoto Apolónia, que dirigiu nos últimos tempos a Brigada 5 da GNR e que terá a seu cargo a responsabilidade operacional dos comandos distritais; o Comando Administrativo, que abrangerá as áreas da legislação, recursos humanos e finanças, e ainda um Comando de Formação e Doutrina. Com a nova lei, o responsável por um Comando Territorial terá de ter a patente de coronel.
Por sua vez, a Brigada de Trânsito da GNR passa a designar-se Unidade Nacional de Trânsito, com sede em Lisboa. Será «um grupo pequeno, com missões específicas», apurou o Diário de Coimbra.
A Brigada Fiscal da GNR (de que fazia parte o Grupo Fiscal de Coimbra) deu lugar, por seu lado, à Unidade de Controle Costeiro e à Unidade de Acção Fiscal.
A GNR mantém, para já, as instalações do até agora Grupo Fiscal de Coimbra, na Quinta das Canas, nas Lages, uma vez que ainda ali se encontra a funcionar um lar masculino de apoio aos filhos dos militares da instituição. A Quinta das Canas poderá mesmo vir a receber outros serviços da GNR, embora nada esteja definido em concreto.
by Diário de Coimbra, 05/01/2009
Mais uma vez se vê o belo país em que vivemos, muda-se a nomenclatura dos serviços, deslocalizam-se elementos que são só números em vez de serem pessoas e deixa-se serviços e instalações ao abandono por uma suposta e pouco credível melhor racionalização de meios. Quem paga? Os funcionários sem dúvida, que para além de não verem as sua reinvindicações satisfeitas há muito, têm vindo a perder direitos e regalias. Em última análise sofrem as populações por quem a segurança interna devia melhor cuidar.
Já agora será que é normal o suicídio ter vindo a aumentar a olhos vistos nas forças de segurança, garante da democracia e da salubridade da sociedade? Alguém se preocupa? Alguém quer mudar isso?
Fica aqui um desabafo e um abraço tanto para os residentes, bem como para todos os ex-residentes de tão excelsa residência. Bem hajam.
por momentos assustei-me e pensei que os elementos á civil do lar académico da GNR também iriam ser deslocalizados.. não deixaria de ser uma experiência caricata.. uma coisa é certa, e seguindo a linha de raciocínio do manu, em portugal as mudanças são sempre para pior.. e agora como vai ser?? deixam de ter transportes? e o bar? enfim portugal no seu melhor. parabéns socrates tás a fazer uma bela merda.. desculpem lá mas é mesmo assim… asneira atrás de asneira que este senhor faz.
Epá, estava eu aqui a falar com o canta e ele dá-me esta novidade bombástica. Parece que as lages estão perto de acabar, contudo restam voçes para manter vivo o espirito e já agora aproveitarem-se dos stocks do bar, cantina etc…
Como é agora? Os cafes a 15 cent? Os transportes na Verdinha? Será que o Dias vai começar a transportar o pessoal? A vida se ja era complicada com a BF ai, agora sem eles vai ser bem pior, mas eu sei que voçes são fortes e toca a fazer é festas e escrever artigos para as pessoas que estão fora dai saibam o que se passa.
Só tenho um receio com esta situação, é não tarda estão a ir morar para a cave do edificio dos ssgnr, aquele lugar húmido que as gajas tem lá.(não pensem segundas coisas).
Aquele abraço aos Lagianos e Ex-Lagianos que nunca deixaram de ser Lagianos…
PS: Queria escrever algo mais politico para apoiar o diz-URSO do manu, mas não consegui, por tal facto peço desculpa.
Boa Colegas!!
Os ilustres comentários dos colegas lagianos têm todo o sentido… O que se está a passar é no minimo bizarro… Os responsáveis deste país apenas se preocupam em passar uma imagem de “normalidade” da situação, mas esquecem-se que há coisas que se sabem sem querer.
Será que o ministro sabe que certos serviços por e simplesmente deixaram de funcionar sem haver uma ordem superior para isso acontecer?
Será que o ministro sabe que arcas frigorificas do bar e da messe foram desligadas sem antes ter o cuidado de retirar de lá os alimentos? E o
que dizer da fruta que foi deixada na messe desde que a mesma fechou…
Será que o ministro sabe que o transporte que era utilizado pelos estudantes deixou de ser feito?
Garantias de voltar a haver, há? Nem sequer os responsáveis dos SSGNR de Coimbra conseguem dar garantias…
Quer-me parecer que o ministro não sabe nem metade da história (e dúvido que esteja preocupado com isso).
É o país que temos…
Cumprimentos a todos
bem estes factos remetidos pelo amigo Inês ainda revoltam mais.. como é que é?? com milhares de sem-abrigos espalhados por todo o país, com milhares de famílias a passar necessidades, deixaram-se estragar generos alimentares sem lhe ser dada uma solução? como é possivel? este tipo de informação devia ser divulgada. é um escândalo. com milhares de pessoas a passar fome o estado deixa comida a apodrecer.. enfim.. no coments
Mais belas notícias deste país à beira mar plantado, que me parece que alguns senhores pretendem que seja pelo mar afundado! Se bem que seja bastante revoltante géneros alimentares estragarem porque sim, quando há pessoas com necessidade dos mesmos, já nada me espanta apartir do momento em que semanalmente são gastos mais de 300euros em flores para a residência oficial do Sr. Primeiro Ministro. Quanto à ordem superior, nos dias que correm não há necessidade de voz mais superior do que a que gere o país, que faz só o que lhe apetece com todo o autoritarismo, não percebendo que se há manifestações com os números que os professores têm juntado, com as vozes de protesto de vários sectores da sociedade, é porque algo está… va como hei-de dizer? menos bem?!
Há que esbanjar dinheiro porque o país tem demais, há que ostracizar os trabalhadores e diluir o que eles têm construído porque o governo é soberano. Enfim…Aguenta, não chora!